Ela devaneia em volta do lago. Ela, minha Helena, está sentada com as pernas calculadamente cruzadas para esconder, com seu vestido curto, o alto de suas coxas. Os fios de seu cabelo vermelho-fogo serpenteiam em volta do seu rosto e são tirados por suas mãozinhas delicadas. Uma leve brisa toca o seu corpo fazendo com que seus finos pelos se arrepiem. Acaricia-se como que para confortar a si mesma e afastar o frio momentâneo. Suas mãos me prendem a atenção por alguns instantes, são tão pequenas e delicadas, as unhas pintada de rosa claro, combinando com sua meninice travessa. Os dedos finos, com um anel de pedra cristal, estão dedilhando a grama distraidamente.
O sol preguiçoso da manhã reflete-se exibidamente no água. Helena, como que para brincar com aquela estrela que, inutilmente tenta competir com seu brilho, pega pequenas pedrinhas e joga no lago. Observa o seu efeito, pequenos círculos surgindo dentro de outros, diminuindo até sumirem. A garota com seu cabelo de fogo delicia-se com os efeitos que causa, não apenas no lago, mas em todos que a olham. Entorpecida por algum pensamento proibido, dá sorrisos tímidos e abaixa a cabeça para esconder a malícia que escorre de seus finos lábios. Cansada daquela posição, deita-se na grama e fica ali tentando adivinhar os enigmas das nuvens. O seu cabelo se espalha desorganizadamente juntando-se com as folhas do chão. Apoia suavemente um braço em cima do peito e o outro na grama. Uma perna estendida e a outra dobrada fazendo com que o seu vestido desça, como um demônio que provoca mas nada mostra. Fecha o olho. Em que pensa? Voa para longe, constrói em sua mente algo alheio aos meus pensamentos. Adormece pequenina.
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O sol preguiçoso da manhã reflete-se exibidamente no água. Helena, como que para brincar com aquela estrela que, inutilmente tenta competir com seu brilho, pega pequenas pedrinhas e joga no lago. Observa o seu efeito, pequenos círculos surgindo dentro de outros, diminuindo até sumirem. A garota com seu cabelo de fogo delicia-se com os efeitos que causa, não apenas no lago, mas em todos que a olham. Entorpecida por algum pensamento proibido, dá sorrisos tímidos e abaixa a cabeça para esconder a malícia que escorre de seus finos lábios. Cansada daquela posição, deita-se na grama e fica ali tentando adivinhar os enigmas das nuvens. O seu cabelo se espalha desorganizadamente juntando-se com as folhas do chão. Apoia suavemente um braço em cima do peito e o outro na grama. Uma perna estendida e a outra dobrada fazendo com que o seu vestido desça, como um demônio que provoca mas nada mostra. Fecha o olho. Em que pensa? Voa para longe, constrói em sua mente algo alheio aos meus pensamentos. Adormece pequenina.
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Ela movimenta-se bruscamente como um anjo que acorda de algum pesadelo. O que atormenta aquela mente dócil? Volta a se sentar na grama para acalmar seus pensamentos e se localizar no tempo. Quanto tempo se passou? Helena passa suas mãozinhas no cabelo de fogo, deixando algumas folhas teimosas caírem de volta para o chão. Espreguiça-se manhosa como uma gata. Contempla preguiçosamente o lago por mais alguns instantes. Olha em seu relógio e assusta-se calculando que já passou mais horas do que imaginava. Ergue seus finos braços novamente, esticando-os como se quisesse alcançar o céu e boceja dengosamente. Levanta-se magistralmente em um pulinho. Suspira... O sol estava agora mais forte. Olha a sua volta. Abre sua bolsa e retira seus óculos escuro. Coloca-o, cobrindo seus lindos olhos azeitonados. Retira também seus fones de ouvidos, escolhe uma música em seu celular e começa a caminhar lerdamente. Chuta algumas pedrinhas que encontra, como que para afastar os pequenos empecilhos do caminho, e vai se afastando do meu campo de visão. Em alguns segundos deixa-me sozinha, atordoada, sentindo-me fria sem seu fogo para me esquentar.
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