Está frio. Eu aqui deitada, enrolada em cobertores cinzentos. Ainda perdida no espaço entre a realidade e sonho. Caindo de sonolência. O celular insiste em apitar seus agudos que entram em minhas alucinações. Manhã e frio... É como estar presa em uma telha de aranha. Juro que quero sair, fazer meus trabalhos, mas aquele entorpecimento não me deixa, está grudado em todos os meus sentidos.
O quarto está meio avermelhado, algumas vozes vêm aos poucos me trazendo a consciência até que percebo que apenas as peguei emprestadas das vozes de pessoas que passam na rua.
Vamos mãozinhas. Puxem os cobertores para baixo. Mova os pezinhos para o chão frio. Deixe essa preguiça deitada na cama.
De repente, lá estou eu fazendo tudo o que preciso. Acendo a luz. Troco de roupa. Arrumo o cabelo. Arrumo minha bolsa. Tomo o café da manhã... Até que o celular volta novamente a despertar (salve os 10 min. de soneca) e eu vejo que tudo não passou de um sonho, que acabei pegando no sono de novo... E de novo... . Vamos mãozinhas. Puxem os cobertores para baixo. Mova os pezinhos para o chão frio. Deixe essa preguiça deitada na cama.