E se a vida não tiver um destino previamente determinado. Se as coisas não acontecem por intermédio de uma força superior comandando as tragédias e felicidades do dia-a-dia. E se tudo acontecesse como um dominó, onde os atos desencadeasse acontecimentos que mudariam as condições e assim por diante ? E se, encarar, agir, mover-se, fosse a melhor forma de controlar os acontecimentos?E se...
E se você perdesse o medo de entrar na água fria. E se depois que você entrasse nessa água percebesse que o corpo, com o passar dos minutos, se acostuma. E se - que surpresa! - você descobrisse que a água não está fria e que tudo não passava de simples medo de entrar no desconhecido ?
E se você conversasse com aquela pessoa e descobrisse que tudo não passou de um mal entendido? Ou , mesmo que descobra que foi de propósito, tirasse aquela pulguinha atrás da orelha e pudesse seguir sua vida, sem deixar questões presas no caminho ?
E se, mesmo sem ter um destino definido, enfiasse a cara no vento e se visse - assim como uma folha que é jogada ao mundo - encontrando novos rumos e descobrindo novas fontes?
E se, mesmo dando tudo errado, você tentasse uma nova vez, agora aproveitando a experiência para não cometer os novos erros ?
E se, mesmo dando tudo errado, você levantasse a cabeça e parasse de relembrar a xícara quebrada e jogasse tudo para o alto e partisse para uma nova rota?
E se você parasse de pensar e repensar e desse mais preferência aos impulsos ?
E se...
Tantas incertezas....
Tantos medos....
Tantos arrependimentos...
E a consciência de que a vida é curta...
E a consciência de que a vida é curta...

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