Quando acordei minha cabeça ainda estava girando com aqueles pensamentos. Levantei. Calcei meus pés. Andei pela casa. Tomei café. Escovei os dentes. Esperei por algum acontecimento. Sentei no sofá como uma pessoa normal que não foi traída pela sua consciência.
Aquelas informações que sobrevoaram a minha cabeça, como uma espécie de entidade, ainda latejam aqui dentro. É tão estranho remexer em assuntos que estavam enterrados, dói.
E então engulo esse nó na garganta com mais um gole de café amargo. Acendo outro cigarro. Escrevo alguns poemas metafóricos – nada de águas claras-, e continuo revendo fotografias e descobrindo que construí histórias em areias movediças.
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